Força
Força é levantar o rosto
Buscar o próximo posto
Erguer a mão
E as idéias não morrerem em vão
Separar do momento aflito
Ao menos um bom motivo
Consentir que há dentro de si
O último abrigo
Amigo P.
Força é levantar o rosto
Venho escrevendo notas de rodapé
Não contarei o número de sílabas
Para apontares em quantos dedos
O sentimento vira um rochedo
Se criar rígidos versos
Libertarei o sentimento sem mente
O impulso, matematicamente
Não farei este furto
Serei amador no verso mais curto
Ou mais longo
No tamanho da folha que for
Na cor da dor
Na medida da alegria
A poesia é como o dia
Nasce
O poeta, só dá sintaxe
Amigo P.
Não tenho como saber
Por tantas vezes tentei te escrever
Coisas que nunca chegarás a ler
Palavras rolam escada abaixo
Os anos passam tão rápido
E só há o que entender
Assim que a lua no céu se colocar
Eu estarei debruçado a rabiscar
Palavras rolam escada abaixo
As horas passam tão rápido
Não posso me levantar
Palavras rolam escada abaixo
Os anos passam tão rápido
Não sei onde vou pousar
Amigo P.
Tarde da noite
As estrelas
Não adianta lutar esta guerra
Tão tarde
Como uma folha